Comportamentos de segurança na TCC: como identificar, formular e intervir sem reforçar o medo
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Os comportamentos de segurança são um dos principais fatores de manutenção do sofrimento psicológico em transtornos de ansiedade e também aparecem de forma transversal em quadros depressivos, trauma e dificuldades de regulação emocional. Apesar de serem frequentemente utilizados pelos pacientes como tentativas de enfrentamento, esses comportamentos acabam reforçando crenças disfuncionais, reduzindo a aprendizagem emocional e limitando o avanço terapêutico.
Na prática clínica, é comum que comportamentos de segurança passem despercebidos ou sejam confundidos com estratégias adaptativas. Este texto tem como objetivo aprofundar a compreensão clínica dos comportamentos de segurança na Terapia Cognitivo Comportamental, oferecendo critérios claros de identificação, diretrizes para formulação de caso e estratégias de intervenção baseadas em evidências.
O que são comportamentos de segurança na TCC
Comportamentos de segurança são ações explícitas ou sutis realizadas com o objetivo de prevenir, minimizar ou neutralizar uma ameaça percebida. Eles surgem a partir de crenças disfuncionais sobre perigo, vulnerabilidade ou incapacidade de lidar com determinadas experiências internas ou externas.
Esses comportamentos podem incluir evitar contato visual, carregar objetos específicos, buscar constantemente reafirmação, monitorar sinais corporais ou ensaiar mentalmente respostas antes de situações sociais. Embora ofereçam alívio imediato, eles impedem que o paciente teste suas previsões catastróficas, mantendo o ciclo de ansiedade.
A compreensão desses comportamentos se articula diretamente com o modelo cognitivo descrito em o modelo cognitivo: como identificar e modificar pensamentos disfuncionais.
Diferença entre comportamentos de segurança e estratégias adaptativas
Um ponto central na prática clínica é diferenciar comportamentos de segurança de estratégias funcionais de enfrentamento. O critério principal não é a forma do comportamento, mas sua função.
Uma estratégia adaptativa amplia o repertório do paciente, promove autonomia e facilita o contato com experiências temidas. Já o comportamento de segurança reduz a exposição real à ameaça, mantém a crença de perigo e reforça a dependência de controles externos ou internos.
Essa distinção é essencial para evitar erros comuns de intervenção, conforme discutido em erros comuns na formulação de caso em TCC.
Como identificar comportamentos de segurança na prática clínica
A identificação dos comportamentos de segurança exige uma escuta clínica orientada para processos. Algumas perguntas úteis incluem:
O que você faz para se sentir mais seguro nessa situação
O que você acredita que aconteceria se não fizesse isso
Esse comportamento te ajuda a enfrentar o medo ou a evitá lo
Frequentemente, o paciente descreve esses comportamentos como necessários ou prudentes, o que reforça a importância da psicoeducação. Esse processo pode ser conduzido de forma estruturada, conforme apresentado em psicoeducação efetiva no tratamento em TCC.
Comportamentos de segurança e esquemas cognitivos
Os comportamentos de segurança estão profundamente conectados aos esquemas nucleares. Pacientes com esquemas de vulnerabilidade, desvalor ou incompetência tendem a utilizar estratégias rígidas de controle para evitar confirmação dessas crenças.
Por exemplo, um paciente com esquema de incompetência pode depender excessivamente de listas, revisões e garantias externas, enquanto alguém com esquema de rejeição pode monitorar constantemente sinais de desaprovação. O manejo clínico desses padrões é discutido em técnicas práticas para trabalhar esquemas nucleares na TCC.
Comportamentos de segurança na formulação de caso
Na formulação de caso, os comportamentos de segurança devem ser explicitamente mapeados como fatores de manutenção. Além da sequência situação pensamento emoção comportamento, é fundamental incluir o custo funcional desses comportamentos e seu impacto a longo prazo.
Esse refinamento da formulação favorece decisões clínicas mais precisas, como discutido em plano de intervenção em TCC.
Intervenções clínicas para comportamentos de segurança
A intervenção principal para comportamentos de segurança é sua redução gradual e planejada, especialmente durante exposições. A simples exposição sem modificação desses comportamentos tende a produzir ganhos limitados, pois o paciente atribui o sucesso ao comportamento de segurança e não à sua capacidade de enfrentamento.
Experimentos comportamentais são ferramentas centrais nesse processo. Eles permitem testar hipóteses como “se eu não fizer isso, algo ruim acontecerá”, conforme descrito em experimentos comportamentais na TCC.
A articulação entre tarefas de casa e redução de comportamentos de segurança também é fundamental, como discutido em como tarefas de casa e experimentos comportamentais se complementam na TCC.
Relação entre comportamentos de segurança e evitação experiencial
Os comportamentos de segurança podem ser compreendidos como manifestações específicas da evitação experiencial. Ambos operam para reduzir o contato com experiências internas aversivas, mas acabam ampliando o sofrimento.
Essa relação é aprofundada em evitação experiencial na TCC e ajuda o terapeuta a integrar intervenções cognitivas, comportamentais e contextuais de forma mais coerente.
Monitoramento clínico e ajustes terapêuticos
A redução dos comportamentos de segurança deve ser acompanhada por indicadores clínicos claros, como aumento da autonomia, diminuição da ansiedade antecipatória e maior flexibilidade comportamental. Esses critérios podem ser monitorados conforme orientações de como avaliar se a intervenção em TCC está funcionando.
Caso o paciente permaneça rigidamente dependente desses comportamentos, é necessário revisar a formulação e considerar ajustes no plano terapêutico, como descrito em quando revisar e ajustar o plano terapêutico em TCC.
Considerações finais
Os comportamentos de segurança representam um dos principais obstáculos silenciosos à mudança terapêutica. Quando não identificados, podem gerar a falsa impressão de progresso, enquanto o medo permanece intacto.
Ao aprender a mapear, formular e intervir nesses comportamentos de forma estratégica, o terapeuta amplia significativamente a eficácia da TCC e promove mudanças mais profundas e duradouras.
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