Motivação para a mudança na TCC: como identificar ambivalência e aumentar o engajamento terapêutico
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A falta de motivação é uma das queixas mais frequentes relatadas por terapeutas ao longo do tratamento em Terapia Cognitivo Comportamental. O paciente comparece às sessões, compreende o racional das intervenções, mas demonstra dificuldade em se engajar de forma consistente nas tarefas de casa, nas exposições ou nas mudanças comportamentais necessárias. Em muitos casos, essa dificuldade é interpretada como resistência, desinteresse ou baixa adesão.
No entanto, a maior parte dessas situações está relacionada à presença de ambivalência motivacional não explicitada. Compreender como a motivação funciona na TCC, identificar sinais de ambivalência e intervir de forma estratégica é essencial para manter o tratamento ativo e eficaz.
Este texto tem como objetivo aprofundar a compreensão clínica da motivação para a mudança na TCC, oferecendo critérios de identificação da ambivalência, integração à formulação de caso e estratégias baseadas em evidências para aumentar o engajamento terapêutico.
Motivação na TCC: um processo dinâmico, não um traço do paciente
Na TCC contemporânea, a motivação não é entendida como uma característica fixa do paciente, mas como um processo dinâmico, influenciado por crenças, emoções, contingências ambientais e pela própria relação terapêutica. Um mesmo paciente pode demonstrar alto nível de motivação para algumas mudanças e forte resistência para outras.
Essa perspectiva ajuda a evitar explicações simplistas e moralizantes, além de direcionar o terapeuta para intervenções mais precisas. A motivação precisa ser compreendida dentro da formulação de caso, considerando o que o paciente ganha e o que perde ao mudar.
Essa lógica se articula com o que foi discutido em quando a TCC não avança, onde a estagnação frequentemente está associada a conflitos motivacionais não trabalhados.
Ambivalência: o núcleo da dificuldade motivacional
Ambivalência é a coexistência de motivos para mudar e motivos para permanecer como está. Na prática clínica, ela costuma se manifestar em falas como “eu sei que isso me faz mal, mas…” ou “eu quero melhorar, só não agora”.
Na TCC, a ambivalência raramente é ausência de desejo de mudança. Ela geralmente reflete esquemas nucleares, crenças intermediárias e expectativas negativas sobre o processo terapêutico ou sobre as próprias capacidades do paciente.
Ignorar a ambivalência e avançar diretamente para intervenções mais exigentes pode enfraquecer a aliança terapêutica e aumentar comportamentos de evitação, como discutido em evitação experiencial na TCC.
Como identificar ambivalência na prática clínica
A ambivalência nem sempre aparece de forma explícita. Alguns sinais clínicos comuns incluem:
Execução parcial ou mecânica das tarefas de casa
Adiamento frequente de exposições ou decisões terapêuticas
Sessões centradas em explicações, mas com pouca ação
Oscilações entre engajamento e retraimento
Justificativas recorrentes para não testar hipóteses
Esses sinais devem ser compreendidos como informações clínicas relevantes e não como falhas do paciente. A identificação da ambivalência é um passo essencial para ajustar o plano terapêutico, conforme discutido em como avaliar se a intervenção em TCC está funcionando.
Motivação e esquemas cognitivos
A dificuldade em se engajar na mudança frequentemente está associada a esquemas nucleares como fracasso, desvalor, vulnerabilidade ou desamparo. O paciente pode desejar a mudança, mas acreditar que não é capaz de sustentá la, que não merece melhorar ou que o custo emocional será insuportável.
Por exemplo, um paciente com esquema de fracasso pode evitar se engajar plenamente por medo de confirmar sua crença central caso não consiga manter a mudança. Esse tipo de funcionamento é aprofundado em técnicas práticas para trabalhar esquemas nucleares na TCC.
Estratégias cognitivas para trabalhar a ambivalência
Do ponto de vista cognitivo, trabalhar a motivação envolve explicitar os custos e benefícios da mudança e da não mudança, sem pressionar o paciente a decidir rapidamente. Ferramentas como a análise decisional ajudam a tornar a ambivalência consciente e manejável.
- Questionamentos clínicos úteis incluem:
- O que você ganha permanecendo como está
- O que você perde ao não mudar
- O que você teme que aconteça se tentar e não conseguir
Essas intervenções precisam ser conduzidas de forma colaborativa, preservando a aliança terapêutica, conforme discutido em aliança terapêutica na TCC.
Estratégias comportamentais para aumentar o engajamento
Intervenções comportamentais são fundamentais para destravar a motivação. Mudanças muito amplas tendem a aumentar a evitação, enquanto passos pequenos e bem delimitados favorecem experiências de sucesso.
A definição de objetivos terapêuticos claros e realistas é essencial nesse processo, conforme discutido em como construir objetivos terapêuticos claros em TCC.
Experimentos comportamentais de baixo risco também são estratégias eficazes para testar crenças relacionadas à incapacidade de mudar, como apresentado em experimentos comportamentais na TCC.
Motivação, exposição e tolerância ao desconforto
Muitos bloqueios motivacionais surgem quando a mudança implica contato com desconforto emocional. Nesses casos, trabalhar a tolerância ao desconforto e a aceitação é fundamental para evitar abandono ou estagnação.
A integração entre motivação e intervenções experienciais é particularmente relevante em contextos de exposição, conforme discutido em exposição na TCC além do medo e em intolerância à incerteza na TCC.
Monitoramento da motivação ao longo do tratamento
Assim como sintomas e comportamentos, a motivação deve ser monitorada continuamente. Mudanças no engajamento, na execução das tarefas e na postura do paciente são indicadores importantes que orientam ajustes no plano terapêutico.
Esse acompanhamento permite intervenções precoces e reduz o risco de evasão, conforme orientado em quando revisar e ajustar o plano terapêutico em TCC.
Considerações finais
A motivação para a mudança não é um pré requisito estático do tratamento, mas um processo que pode e deve ser trabalhado ao longo da TCC. Identificar ambivalência, compreender sua função e intervir de forma estratégica permite aumentar o engajamento, fortalecer a aliança terapêutica e promover mudanças mais consistentes.
Dominar esse manejo é um diferencial clínico importante e amplia significativamente a eficácia das intervenções cognitivas e comportamentais.
Para aprofundar esse tipo de raciocínio clínico, integrar motivação, formulação de caso e intervenção baseada em evidências, conheça a Formação Permanente do IC&C.
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